Em reunião com Bolsonaro, Mauro vai cobrar estadualização da BR-174

Governo estadual pretende pavimentar trecho de 300 km da rodovia até Colniza
Foto: Mayke Toscano

Com alinhamento do senador Jayme Campos (DEM), o governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) se prepara para a reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na próxima terça-feira (27/07), para debater pautas de infraestrutura no estado.

O encontro estava previsto para a semana passada, mas precisou ser desmarcado após a internação de Bolsonaro que foi diagnosticado com quadro de obstrução intestinal. O presidente foi transferido do hospital das Forças Armadas, em Brasília, para o Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo.

Um dos principais assuntos é a BR-174, que, segundo Mauro, está abandonada. O chefe do estado demonstra interesse em pavimentar um trecho de 300 km que dá acesso a Colniza. “Existe um pleito forte do estado que está pedindo a BR-174, que é uma BR federal importante que liga, leva logística, melhora o acesso a uma importante região do estado de Mato Grosso que é a região noroeste que tá lá abandonada, são quase 300 km pra chegar até a cidade de Colniza em estrada de chão”, disse durante coletiva de imprensa no lançamento do Programa imuniza Mais MT na tarde dessa quarta-feira (21/07).

A BR-174 faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do Governo Federal que por meio do Decreto 10.484/2020 objetiva o licenciamento ambiental dos trechos que perpassam terras indígenas. 

Em fevereiro de 2021, a Funai aprovou os estudos do componente indígena para as etnias Arara e Rikbaktsa detentoras das terras Arara do Rio Branco, Erikpatsá, Japuíra, Escondido, Piripkura e Kawahiva do Rio Pardo. O mesmo decreto desestatizou outras 26 rodovias.

Mendes assegura que essa intermediação do governo estadual para pavimentar a rodovia já está avalizada pela Assembleia Legislativa e pela bancada federal. Contudo, sobre uma possível estadualização da BR-174 Mauro afirma que depende de questões técnicas. “Já chegamos a conversar isso com o Ministro, com o presidente do Dnit. Tem duas possibilidades, ou devolve para o estado sobre forma de estadualização, ou faz um termo onde o estado faz a obra e depois devolve pro Dnit”, conclui.

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