Caminhões de drogas eram avaliados em R$ 8 milhões, diz polícia; Veja fotos

Cargas chegavam a MT recheados de drogas e voltavam recheados de dinheiro
Foto: Reprodução

Alvos da Polícia Federal, os criminosos presos na manhã desta quinta-feira (06.05), na ‘Operação Grão Branco’, para desarticular quadrilha responsável por tráfico internacional de drogas em Mato Grosso, tinham frotas de aviões disponíveis para transportarem os entorpecentes para a Bolívia. A informação é do delegado de Polícia Federal, Adair Gregório, em coletiva de imprensa nesta sexta.

De acordo com o delegado, os caminhões chegavam a MT recheados de drogas e voltavam recheados de dinheiro. O valor da carga era avaliado em R$ 8 milhões.

“Parte desses valores retornavam para Bolívia e eram reinseridos nas compras de drogas e aeronaves e a gente está ampliando a investigação neste sentido, mas muito dinheiro voltava para a Bolívia. Às vezes, até os caminhões vinham carregados de drogas e retornavam carregados de dinheiro. (...) as cargas eram avaliadas em R$ 8 milhões”, revelou o delegado.

Os traficantes investigados pela PF utilizavam caminhões com cargas de soja e milho para transportar, principalmente, cocaína. Conforme informações da assessoria de imprensa, a droga vinha da Bolívia, passava por Cáceres (distante a 219 km de Cuiabá) e tinha como destino São Paulo, onde atuava a organização criminosa.

Ao todo, foram expedidos 249 mandados pela Justiça Federal em Cáceres, sendo 24 mandados de prisão preventiva, 14 de temporária, 102 de busca e apreensão, sendo 10 de aeronaves, 108 sequestros de bens móveis, imóveis, valores e ativos financeiros, 1 sequestro e gestão de estabelecimento empresarial e 7 cancelamentos de CPFs falsos, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Maranhão, Pará, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Investigações
 

As investigações tiveram início em janeiro de 2019, ocasião em que a Polícia Federal e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) prenderam seis pessoas, em Nova Lacerda (distante a 540 km de Cuiabá), que estavam transportando 495 quilos de cocaína. A partir de então, o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal apurou que os detidos faziam parte de uma organização criminosa internacional responsável pela importação de grande quantidade de entorpecente da Bolívia para o Brasil, com o objetivo de mandar a droga para o exterior.

 

Com a instauração do inquérito para dar sequência às investigações, o sigilo telefônico e de dados de diversos investigados foi quebrado, possibilitando o desmantelamento de uma parte da organização criminosa.
 

As investigações possibilitaram a apreensão de aproximadamente 3,8 toneladas de cocaína, além da identificação de diversos associados, suas tarefas, bem como os veículos e aeronaves utilizadas no tráfico. Além da apreensão da droga, também foi realizado o acompanhamento de cargas que efetivamente chegaram ao destinatário, sendo possível, assim, identificar 12 aeronaves utilizadas na traficância.

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