Assembleia abre Conselho de Ética para apurar conduta de Cattani

Dependendo do resultado, o parlamentar pode ter o mandato cassado e perder a cadeira como deputado
Foto: Reprodução/ Instagram

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) decidiu abrir um conselho de Ética para apurar um post homofóbico proferido pelo deputado bolsonarista Gilberto Cattani (PSL) em seu instagram, no dia 19 de maio. Na publicação, o parlamentar defendia o direito de ser homofóbico, com a frase “Ser homofóbico é uma escolha. Ser gay, também”.

A comissão será presidida pelo primeiro-secretário da ALMT, o deputado Eduardo Botelho (DEM), junto com outros membros, como os deputados Dr. Gimenez (PV), Dr. João (MDB) e, inclusive, Delegado Claudinei (PSL) e Elizeu Nascimento (PSL), ambos do mesmo partido que Cattani. Dependendo do resultado, o deputado pode ter o mandato cassado e perder a cadeira, que ele tomou posse em março deste ano após a morte do deputado Sílvio Fávero, em decorrência da Covid-19.

"A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, no uso das atribuições do Regimento Interno, combinado com a Resolução, consolida os membros da Comissão de Ética Parlamentar do Poder Legislativo", diz trecho do documento.

A declaração de Cattani ocorreu dias após a celebração da semana de Combate à Homofobia. A publicação causou revolta em diversas entidades, que fizeram notas de repúdio contra o parlamentar. O Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de Cuiabá (CMADSC), Grupo Livre-Mente, Conselho da Juventude (Conjuve), União da Juventude Socialista (UJS/MT), União Nacional Dos Estudantes (UNE), Coletivo Mães pela Divesidade – MT e Levante Popular da Juventude- MT assinaram a nota.

Até mesmo a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) se manifestou por meio de nota e pediu que a ALMT investigasse o deputado por quebra de decoro parlamentar.

O Ministério Público Estadual (MPE) foi outro órgão que entrou com procedimento investigatório contra Gilberto Cattani. A ação foi representada pelo promotor de Justiça Henrique Scheneider, a pedido do Grupo Livremente, que atua na defesa dos direitos da população LGBTQIA+.

Na sessão na ALMT nessa quarta-feira (30.06), o deputado Lúdio Cabral (PT) cobrou respostas sobre o pedido feito pela OAB e os deputados aprovaram o requerimento dele.

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