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Advogado é apontado como líder de esquema é apontado como líder do esquema de sonegação fiscal

Ele teria emitido 6 mil notas frias no montante de R$ 337 milhões.

em 09/10/2019

O advogado Anilton Gomes Rodrigues, preso nesta quarta-feira (9), na  Operação Fake Paper, da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é apontado como líder do esquema de sonegação fiscal que teria emitido 6 mil notas frias no montante de R$ 337.337.930,11 milhões, que geraram prejuízo alarmante ao Estado.

De acordo com a Defaz, as notas foram emitidas pelas empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli. O advogado é apontando como sócio de duas das empresas e contador das três.

As notas frias favoreciam produtores rurais em sonegação fiscal do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Aquadrilha também fraudou a arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

A Operação Fake Paper apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.

O delegado Anderson Cruz e Veiga da Defaz classificou como tosco o esquema de sonegação fiscal, que incluía a criação de empresas fantasma e falsificação de documentos.

Além do advogado, oito envolvidos foram presos.

A fraude foi descoberta por monitoramento da Secretaria de Fazenda do Estado e confirmada por um produtor rural envolvido no esquema.

Por: Repórter MT



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