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NA ALMT

Wilson Santos cobra casas populares e critica demolições em Cuiabá

Deputado afirmou que Abilio prometeu construir 10 mil unidades habitacionais, mas ainda não entregou nenhuma

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) criticou, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) desta quarta-feira (2), a demolição de casas na região do Vale do Sonho, no Conjunto Habitacional Jonas Pinheiro I. Na tribuna, o parlamentar também cobrou do prefeito Abílio Brunini (PL) o cumprimento da promessa de campanha de construir 10 mil moradias populares na Capital.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Segundo Wilson, a atual gestão municipal já completou 20 meses e dois dias de mandato sem entregar nenhuma unidade habitacional prevista na proposta apresentada durante a campanha eleitoral.

Durante o discurso, o deputado leu um trecho do plano de governo de Abílio, na página 74, no qual consta a criação do programa “Casa Nova”, com a previsão de 10 mil novas casas para atender famílias em situação de necessidade habitacional.

“10 mil novas casas, novos lares para o povo cuiabano”, citou Wilson, ao apresentar a proposta.

O parlamentar destacou ainda que o plano previa a utilização de recursos federais e estaduais para a construção das moradias, além da garantia de infraestrutura básica, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, energia elétrica e pavimentação.

A cobrança ocorreu no mesmo discurso em que Wilson abordou a situação de famílias que tiveram casas demolidas na região do Vale do Sonho. O deputado fez referência a uma ação ocorrida na última quinta-feira (27), na área do Conjunto Habitacional Jonas Pinheiro I.

Wilson afirmou que o conjunto habitacional foi construído durante sua gestão como prefeito de Cuiabá, com recursos provenientes de emendas da então deputada federal Celcita Pinheiro e contrapartida do município.

De acordo com o deputado, moradores da região o procuraram após o início das demolições. Ele justificou que sua atuação histórica na área de habitação popular fez com que as famílias buscassem apoio diante da situação.

“Quando começaram a derrubar as casas, imediatamente os moradores começaram a entrar em contato. Porque é uma luta muito forte pela moradia popular”, afirmou.

Na avaliação de Wilson, existe uma contradição entre a promessa de ampliar a oferta de moradias populares e a situação enfrentada atualmente por famílias que tiveram suas casas demolidas.

“Como alguém pode prometer, durante uma campanha eleitoral, que, sendo eleito, construiria 10 mil casas em quatro anos e, com 41% do mandato concluído, não entregou nenhuma casa? Zero de entrega”, criticou.

O deputado também questionou a atuação da Prefeitura de Cuiabá diante das demolições. Segundo ele, a situação representa uma inversão em relação ao que deveria ser a política habitacional do município.

“Agora começou a derrubar e destruir casas de pessoas pobres, humildes e sofridas”, declarou.

Ao final do discurso, Wilson Santos afirmou que, em sua avaliação, a demolição de moradias contrasta com a tradição de administrações municipais que atuaram na expansão habitacional da Capital.

“Eu nunca ouvi falar, na história de Cuiabá, de um prefeito que, ao invés de construir para aqueles que precisam delas, manda derrubar as casas”, disse.

O deputado encerrou a crítica fazendo uma referência religiosa ao prefeito. “Prefeito, isso não é um gesto e comportamento cristão.”

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