O candidato a suplente ao Senado e coordenador da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Mato Grosso, Odílio Balbinotti (PL), afirmou que “a esquerda criou o feminicídio” e defendeu que o crime seja tratado como homicídio de mulheres.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (29), Balbinotti criticou a criação do feminicídio como crime autônomo e afirmou que apenas mudar a tipificação não seria suficiente para combater a violência contra a mulher.
“Não resolve nada criar um nome. O que nós precisamos realmente é de ação contra esse absurdo”, declarou.
A fala ocorre em um cenário preocupante em Mato Grosso. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual (MPMT), apontam 32 feminicídios registrados no estado em 2026 até agosto.
Balbinotti também criticou o auxílio-reclusão e questionou a falta de assistência estatal aos filhos de mulheres assassinadas. Para ele, o combate à violência passa principalmente pelo endurecimento das punições e pela independência financeira das mulheres.
“O primeiro ponto é acabar com a impunidade. Bandido é bandido, cometeu o crime, tem que cumprir a pena”, afirmou.
O político também defendeu investimentos em educação e geração de renda para mulheres, argumentando que a autonomia financeira pode ajudar vítimas a romper relacionamentos abusivos.
Mato Grosso terminou 2025 com 53 feminicídios consumados e teve 241 tentativas, segundo dados citados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A taxa de feminicídios no estado foi de 2,7 casos por 100 mil habitantes, a terceira maior do país.