Os programas de TV e rádio dos candidatos ao governo de Mato Grosso veiculados nesta segunda-feira (31) reforçaram o tom de contraste entre as campanhas. De um lado, a aposta na continuidade da atual gestão; de outro, críticas ao modelo econômico do estado e o aceno direto ao eleitorado de base.
O programa do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) focou na aprovação dos serviços públicos essenciais e no lema de que Mato Grosso “não pode parar”. A propaganda destacou investimentos em saúde — citando a entrega do Hospital Central e seis novos hospitais em obras —, além de programas habitacionais. Em seu discurso, Pivetta reforçou o compromisso com a continuidade administrativa.
Na oposição, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) criticou a desigualdade social no estado. A candidata apontou a contradição de Mato Grosso ser um dos maiores produtores de riqueza do país enquanto grande parte da população enfrenta dificuldades financeiras. Natasha buscou marcar posição com uma trajetória fora da política tradicional e ressaltou a representatividade feminina, lembrando que o estado nunca teve uma governadora eleita.
Já o candidato Wellington Fagundes (PL) centrou sua inserção no contato direto com a população, compartilhando relatos colhidos pelo estado. O programa deu tom de “política humana” à sua campanha e reafirmou o agronegócio como força motriz da economia local, apontando o setor produtivo como alavanca central para os próximos ciclos de desenvolvimento em Mato Grosso.