Prints expõem o advogado Reinaldo Américo Ortigara proferindo declarações machistas, ofensas e ameaças contra animais e moradores de um condomínio de luxo em Cuiabá. O caso terminou com medidas protetivas concedidas pela Justiça.
De acordo com boletins de ocorrência registrados pela juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima e por Silvana Alves de Souza, esposa do delegado Bruno de Abreu, da Delegacia de Homicídios, a confusão começou por volta das 6h de um domingo. Vizinhos reclamaram no grupo do condomínio sobre o barulho de araras que pertencem ao advogado.
Adicionado ao grupo para resolver o problema, Reinaldo respondeu em tom ríspido. Segundo a denúncia da magistrada, afirmou que “nenhum homem seria macho o suficiente para fazê-lo tirar os animais de lá” e ofendeu a juíza por ser mulher, dizendo que ela não poderia resolver o problema.
Para Silvana, o advogado teria debochado após ela informar que os cachorros que defecavam no gramado dele já haviam morrido. A resposta, segundo o print, foi: “Sério, que bom” e “que os outros morram também”. Em seguida, ele enviou fotos de fezes no gramado e marcou a vítima, dizendo que “se os cachorros que cagavam aqui morreram, deve ser você que está fazendo”. Ao ser cobrado sobre o regimento do condomínio, respondeu: “enfia o regimento…”.
Após análise dos BOs, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da Vara Criminal de Cuiabá, concedeu medidas protetivas em favor de Silvana. Reinaldo está proibido de se aproximar a menos de 1.000 metros da vítima, familiares e testemunhas, de manter qualquer tipo de contato por qualquer meio e de frequentar a residência e o local de trabalho da ofendida.
O advogado já possui histórico de denúncias. Em setembro de 2024, quando era conselheiro estadual da OAB, foi afastado após ofender advogadas em grupo de WhatsApp com a frase “muito mimimi e pia cheia”. Em outro episódio, foi preso em flagrante em um shopping de Várzea Grande após ameaçar matar uma mulher e ser visto com arma de fogo.
Em nota, o delegado Bruno Abreu afirmou que não atuou no caso por se tratar de questão estritamente particular e que todas as providências foram tomadas pelas vias legais, por receio quanto à segurança da esposa.
O espaço segue aberto para manifestação da defesa de Reinaldo Américo Ortigara.
