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Educação Municipal

Bussiki rebate Amauri e nega “pedalada fiscal” em Cuiabá

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O secretário municipal de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, negou nesta terça-feira (9) que a Prefeitura tenha cometido qualquer tipo de “pedalada fiscal” nos recursos da Educação em 2025. A declaração foi feita durante sessão ordinária da Câmara Municipal, após acusações do ex-secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, que apontou supostas irregularidades na aplicação dos recursos da pasta.

Convidado pelo vereador Demilson Nogueira, Bussiki utilizou a tribuna para apresentar dados da execução orçamentária do município e defender a condução financeira da gestão do prefeito Abilio Brunini.

Segundo o secretário, a administração encontrou uma prefeitura com mais de R$ 2,3 bilhões em dívidas e conseguiu reduzir significativamente os passivos em apenas um ano.

“Encontramos uma prefeitura com mais de R$ 2 bilhões e 300 milhões em dívida. A insuficiência financeira era de R$ 1 bilhão e 150 milhões e conseguimos reduzir para cerca de R$ 650 milhões em apenas um ano”, afirmou.

De acordo com Bussiki, a gestão encerrou 2025 com resultado orçamentário positivo de R$ 140 milhões, o maior dos últimos dez anos. No entanto, ele explicou que os recursos não permaneceram em caixa porque foram utilizados para quitar débitos herdados da administração anterior.

O secretário também destacou o aumento dos investimentos nas áreas de Saúde e Educação. Conforme os números apresentados, foram aplicados mais de R$ 155 milhões adicionais na Saúde e mais de R$ 120 milhões a mais na Educação em comparação com 2024.

Resposta às acusações

Ao rebater as declarações de Amauri Monge, Bussiki afirmou que o ex-secretário utilizou de forma equivocada o termo “pedalada fiscal”.

“Quando se fala em pedalada, fala-se em omissão de despesa, retirar uma despesa do balanço para demonstrar uma saúde financeira que não existe. Isso não ocorreu. Todas as despesas estão devidamente registradas”, declarou.

Segundo ele, o que ocorreu foi uma questão de fluxo financeiro. A atual gestão precisou utilizar recursos de 2025 para quitar compromissos deixados pela administração anterior, incluindo a folha salarial de dezembro de 2024, encargos previdenciários e outras despesas consideradas prioritárias.

Com isso, parte das despesas da Educação acabou inscrita em restos a pagar para o exercício seguinte, situação que, segundo Bussiki, é comum na administração pública.

“O recurso do exercício corrente foi utilizado para pagar dívidas do passado e algumas despesas ficaram para o próximo exercício, devidamente registradas como restos a pagar. Isso não configura pedalada fiscal”, afirmou.

Entenda o caso

A polêmica começou após Amauri Monge comparecer à Câmara Municipal e negar as acusações do prefeito Abilio Brunini sobre um suposto desvio de R$ 80 milhões em contratos relacionados a livros didáticos.

Na ocasião, o ex-secretário classificou as acusações como “absurdas” e afirmou que os contratos passaram pela análise da Procuradoria-Geral do Município e da própria Secretaria de Economia. Ele também alegou que a Prefeitura realizou uma “pedalada fiscal” ao cumprir formalmente a exigência constitucional de investimento na Educação, mas sem repassar integralmente os recursos para a pasta.

Segundo Monge, mais de R$ 100 milhões em despesas teriam sido empurrados para 2026, prejudicando fornecedores e comprometendo a execução de políticas educacionais.

A disputa entre integrantes da atual gestão e o ex-secretário deve continuar sendo analisada pela Câmara Municipal e pelos órgãos de controle, que poderão avaliar a documentação apresentada pelas duas partes.

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