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CÂMARA DE CUIABÁ

Esvaziamento na Câmara adia início da CPI da Educação

Vereadores esvaziaram o plenário para ir ao Palácio Paiaguás

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O fantasma do esvaziamento do plenário voltou a assombrar a Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (2). Por falta de quórum, a presidente da Casa, Paula Calil (PL), foi obrigada a encerrar a sessão ordinária logo no início da manhã, às 9h25. Os parlamentares justificaram a ausência em massa alegando terem ido ao Palácio Paiaguás para o lançamento de obras na capital, após um convite de última hora feito pelo governador, Otaviano Pivetta.

Como nesta quinta-feira (4) é feriado de Corpus Christi, o Legislativo cuiabano não terá mais sessões esta semana. Os trabalhos foram transferidos para a próxima terça-feira (9), às 14h, por meio de uma convocação extraordinária.

O cancelamento adiou a leitura dos pareceres da Procuradoria-Geral Legislativa sobre os pedidos de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação (SME), denunciado pelo prefeito Abilio Brunini (PL).

Embora os vereadores neguem que o sumiço do plenário tenha motivação política, o adiamento congela uma disputa interna acirrada pelo protagonismo da investigação. A vereadora Maysa Leão (Republicanos) protocolou seu pedido de CPI quatro minutos após o concorrente, mas conseguiu atingir as nove assinaturas necessárias primeiro, às 11h34min11s, o que representa apenas 40 segundos antes do rival. Já o vereador Demilson Nogueira (PP) protocolou o requerimento primeiro na semana passada, às 11h42, mas completou o apoio regimental depois.

A disputa ganhou contornos dramáticos após o vazamento de um áudio de Maysa Leão na semana passada. Na gravação, a vereadora revela uma suposta manobra da base governista para que a liderança da CPI ficasse com Demilson (que é vice-líder do prefeito Abilio). Contudo, o parlamentar teria “esquecido” de assinar o próprio pedido primeiro, perdendo a prioridade temporal.

Além da briga pela autoria da CPI, o esvaziamento da Câmara barrou as convocações do atual secretário de Educação, Reginaldo Teixeira — que deveria explicar as suspeitas nos contratos de material didático —, do contador-geral do município, Éder Galiciani, e do secretário de Economia, Marcelo Bussiki. Todas as autoridades foram dispensadas no início da manhã.

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