
A vereadora Maysa Leão protocolou um pedido de CPI para investigar possíveis irregularidades na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá entre 2021 e 2026. O foco da apuração inclui contratos de livros didáticos, uniformes escolares, reformas inacabadas e falta de climatização em escolas e CMEIs.
O pedido surge após o prefeito Abilio Brunini afirmar publicamente que o município pode ter sido alvo de desvio de até R$ 80 milhões na compra de livros didáticos — valor revelado em investigação interna da própria prefeitura.
Em discurso contundente, Maysa criticou o prefeito por retirar R$ 75 milhões da educação inclusiva logo após um recadastramento de cuidadores. “Ele tirou da inclusão para pagar folha de pagamento”, afirmou a vereadora, que classificou a atitude como “esvaziamento” da pasta.
A parlamentar também rebateu a ausência da Câmara nas menções do prefeito sobre fiscalização: “Ele pede investigação ao Ministério Público e ao TCE, mas não cita a Câmara. Pra ele, vereador não serve pra nada.”
Para instalar a CPI imediatamente, são necessárias 18 assinaturas. Com 9, a comissão pode ser criada, mas só funcionará após o fim das cinco CPIs já em andamento na Casa. “Quem tem medo de CPI é quem tem coisa pra esconder”, declarou Maysa, que prometeu levar o caso também ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público.