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Guerra na Educação

Ex-secretário rebate Abilio e acusa prefeitura de “pedalada” de R$ 100 mi

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O ex-secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Monge Fernandes, negou o suposto desvio de R$ 80 milhões em contratos de livros didáticos apontado pelo prefeito Abilio Brunini. Na Câmara Municipal, a convite do vereador Ilde Taques, ele classificou a acusação como “absurda” e uma “cortina de fumaça” para esconder problemas financeiros da atual gestão.

Monge afirmou que todas as compras passaram pela aprovação legal da Procuradoria Geral do Município e da Secretaria de Economia, sem irregularidades apontadas na época. Ele explicou que o município não adquiriu apenas livros, mas “soluções pedagógicas”, incluindo materiais estruturados, plataformas digitais e formação de professores, inclusive para alunos neurodivergentes. Segundo ele, os valores ficaram abaixo da média de mercado e, para 2026, estava em negociação um sistema de ensino ao custo de cerca de R$ 470 por aluno ao ano.

O ex-secretário também ironizou as críticas de Abilio sobre a qualidade do material e o suposto uso de IA na produção: “Essa discussão deveria ser feita com as editoras”.

Na ofensiva, Monge acusou a prefeitura de realizar uma “pedalada fiscal” em 2025. Ele diz que o município cumpriu formalmente a exigência constitucional de aplicar 25% do orçamento na Educação, mas não repassou o valor efetivamente à pasta. O resultado, afirma, foi o adiamento de mais de R$ 100 milhões em dívidas para 2026, o que teria sufocado fornecedores e colocado empresas em risco. Ele diz ter documentado a situação com relatórios do Fundeb e de verbas federais e entregue à Comissão de Educação da Câmara.

As denúncias ganharam força após postagens da influenciadora Giselly Fortes e pedidos de fiscalização do vereador de oposição Dídimo Vovô, que questiona a transparência do portal oficial.

Monge, que deixou o cargo após cerca de um ano, negou motivação eleitoral e ligação com o ex-secretário estadual Alan Porto. “Deixei o cargo porque previ o colapso na administração da Educação municipal”, declarou. O caso deve ser analisado pelos órgãos de controle.

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