
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), confirmou nesta quarta-feira (27) que o ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos) pediu exoneração do cargo de superintendente de Controle Interno de Fiscalização, Finanças e Contratos. O ato ainda não foi publicado no Diário Oficial.
Ulysses ocupava cargo comissionado desde março de 2023, com salário bruto mensal de R$ 18.389,65. No período, acumulou R$ 785,4 mil bruto e R$ 594,1 mil líquido. A permanência dele na folha gerou questionamentos após ser flagrado com frequência fora da Casa, gravando vídeos para redes sociais.
“Ele pediu para sair e deve estar se desligando da Assembleia para tocar a sua vida. Está muito tranquilo esse caso, até porque teve o pedido dele nessa direção”, disse Max Russi.
A ALMT justificou que a Resolução Administrativa 007/2012 dispensa ponto para cargos de liderança e permite trabalho remoto. Ulysses também recebeu diárias: R$ 1.560 em 2023 por viagem a Brasília e R$ 2.047,50 em 2024 para seminário em São Paulo.
Ulysses tem mais de 800 mil seguidores e usa a internet como principal palanque. Ele foi deputado estadual em 2018 pelo DC, tentou a Câmara em 2022 pelo PTB e agora busca retornar à ALMT pelo Podemos. Lançou uma vaquinha na semana passada e já arrecadou R$ 11.830,00 para a campanha.
Polêmico, ficou conhecido por vídeos de confronto com militantes de esquerda e chegou a participar da Caminhada pela Liberdade, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL), em Brasília. A pressão de colegas parlamentares pela exoneração aumentou após a repercussão nacional do caso.