O deputado estadual Wilson Santos (PSD) voltou a criticar, nesta segunda-feira (11), os pagamentos feitos pelo Governo de Mato Grosso ao Hospital Israelita Albert Einstein para administrar o Hospital Central de Cuiabá. De acordo com o parlamentar, cerca de R$ 180 milhões foram repassados ao grupo paulista entre maio e dezembro de 2025, mas a unidade só iniciou os atendimentos parciais em 19 de janeiro de 2026.
“O hospital não tinha atendido ninguém, não mediu a febre de ninguém, nada”, disparou Wilson Santos, durante entrevista ao Jornal da Capital, da Rádio Capital FM.
O deputado reforçou que a denúncia foi inicialmente levantada pelo colega Dejamir Soares e já foi debatida na Assembleia Legislativa, no âmbito da CPI da Saúde, da qual Wilson é presidente. “O grupo Einstein recebeu R$ 180 milhões de maio a dezembro de 2025. Por que o governo pagou quando o hospital sequer entrou em funcionamento?”
Wilson Santos defendeu a ampliação das investigações para que a CPI da Saúde apure também os contratos de gestão com organizações sociais. Segundo ele, o caso escancara a necessidade de transparência nos repasses públicos, especialmente quando envolvem valores bilionários e serviços não prestados.
Com investimento total de R$ 280 milhões, o Hospital Central de Cuiabá foi entregue como uma das maiores obras da saúde pública em Mato Grosso. A previsão é realizar 5.400 cirurgias, 31 mil consultas e 52 mil exames por ano. Tudo gratuito, pelo SUS.
A obra, que ficou 34 anos inacabada, foi retomada em 2020 pela atual gestão estadual e teve sua área construída ampliada de 9 mil m² para 32 mil m². A administração ficará a cargo do Einstein, que deve empregar cerca de 2 mil colaboradores em capacidade total.
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