A vereadora Rosy Prado (União Brasil) utilizou a tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (28) para denunciar episódios de violência política de gênero atribuídos ao vereador Kleberton Feitoza (PSB). Em tom emocionado, a parlamentar afirmou ter sido alvo de mensagens ofensivas via WhatsApp na última quarta-feira (22).
Durante a leitura de uma carta aberta, Rosy Prado classificou os ataques como tentativas de desqualificá-la não por suas propostas ou atuação parlamentar, mas por sua condição de mulher.
“Nas últimas semanas, tenho sido alvo de ataques que não se dirigem às minhas ideias, aos meus projetos e ao meu trabalho, mas à minha condição de mulher. São palavras que tentam desqualificar, silenciar e constranger”, afirmou.
A vereadora, que chegou a interromper a leitura por dificuldade em se manter firme emocionalmente, criticou o que chamou de “banalização” da violência de gênero dentro do Legislativo municipal e cobrou posicionamento institucional.
“Isso não é normal, isso não é aceitável e não pode ser naturalizado. A violência política de gênero afasta mulheres da vida pública e tenta nos empurrar de volta para o silêncio”, declarou.
Rosy Prado também direcionou cobrança ao presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), e aos demais parlamentares, afirmando que há vereadores “de braços cruzados” diante da situação.
“Fui eleita para representar, para propor, para fiscalizar e para defender os interesses da população de Várzea Grande. Não fui eleita para me calar”, reforçou.
A parlamentar afirmou que já reuniu provas e acionou a Mesa Diretora, enquanto sua equipe jurídica avalia medidas na Comissão de Ética e nas esferas criminal e cível. Ela garantiu que não pretende recuar e que levará o caso “até as últimas consequências”.
“Vou continuar de cabeça erguida, com coragem, fé e compromisso com essa cidade”, concluiu.