Na manhã desta quarta-feira, a seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo feminina após empatar em 0 a 0 contra a Jamaica.
As brasileiras dominaram o jogo, mas ainda assim não conseguiram furar a sólida defesa jamaicana que chega às oitavas de final sem sofrer gols.
A verdade é que existiram muitos pontos negativos sim na atuação do Brasil, que não teve qualidade na criação e finalização de jogadas.
As substituições tardias de pia também foram prejudiciais, já que as atletas que entraram tiveram pouco tempo para fazerem a diferença na partida.
O apoio ao futebol feminino aumentou e junto com ele devem vir as críticas, afim de que haja evolução. Mas há de se ressaltar também a evolução da modalidade que promete dar bons frutos no futuro.
É indiscutível a evolução do esporte no Brasil, as últimas 4 equipes campeãs da Libertadores feminina são brasileiras: Palmeiras (2022), Corinthians (2021), Ferroviária (2020) e Corinthians (2019).
Destaques dessa Copa do Mundo como Geyse (25 anos), Kerolin (23 anos), Ary Borges (23 anos), entre outras ainda têm toda uma carreira pela frente e jogadoras como Lelê (28 anos), Kathellen (27 anos) e Bia Zaneratto (29 anos) ainda estão no seu auge.

Marta se despedindo da torcida – Foto: William West/AFP
É a última Copa do Mundo de Marta é verdade. Mas como disse a rainha, o torcedor deve continuar apoiando essas meninas que hoje falharam, mas que amanhã podem dar muita alegria ao futebol brasileiro.
O clima nesse vexatório 02/08/2023 é de tristeza e traz o sentimento de fim. Mas o horizonte de possibilidades para essas mulheres é amplo e esperançoso, nos deixando nada menos do que a certeza de que é só o começo.
Davi Navarro é comentarista esportivo pela Rádio Capital e um grande amante do futebol