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TROCA INESPERADA

Lula demite o cuiabano comandante do exército

Decisão veio após jantar com Forças Armadas para definir punição aos militares envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro

Publicado em

cuiabano Exército

Foto:Divulgação/Comando Militar do Leste/Arquivo 2019

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiui o general cuiabano Júlio César de Arruda do cargo de comandante do Exército. Ele foi substituído pelo general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, que era general do Sudeste desde 2021.

Arruda foi empossado no dia 30 de dezembro, no Clube do Exército, em Brasília, com a presença do então vice-presidente Hamilton Mourão, para tocar o Exército na gestão Lula. O cargo do comandante foio confirmado no dia 6 de janeiro pelo  ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

No entanto a decisão veio após a primeira reunião do presidente com as Forças Armandas, realizada nesta sexta-feira (20.01), no qual participaram Júlio César, Monteiro e os comandantes da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno.

O encontro foi para alinhar a punição dos militares envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Contudo, o ministro da Defesa disse também não ver envolvimento “direto” das Forças Armadas nos ataques em Brasília.

Segundo informações do site de notícias Metrópoles, Lula teria sido alertado de que o comandante cuiabano teria dado ordens para que seus homens fizessem uma barreira que impediu a Polícia Militar do Distrito Federal de prender os manifestantes.

Petistas influentes disseram a Lula que essa postura coloca Arruda no rol de autoridades públicas coniventes com os atos golpistas. E que, portanto, ele deveria ser exonerado”, escreveu o colunista Paulo Capelli.

Perfil

Júlio Cesar de Arruda era chefe do departamento de Engenharia e Construção do Exército. Nascido em 9 de janeiro de 1959, em Cuiabá, foi incorporado ao Exército em 1975. Dois anos depois, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras.

Durante sua vida militar, serviu em unidades de engenharia em Itajubá (MG), no Rio de Janeiro-RJ, em Cuiabá e em Brasília. Como tenente-coronel, foi assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (2000-2001) e comandou o 1º Batalhão de Forças Especiais, em Goiânia, no biênio 2005-2006.

Como coronel, realizou o curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército. Comandou a Escola de Administração do Exército/Colégio Militar de Salvador, foi instrutor do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva em Itajubá (MG), da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

No exterior, foi Observador Militar da Segunda Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola (UnavemI I) e assessor da Cooperação Militar Brasileira no Paraguai. Realizou o curso de Contraterrorismo e Cooperação Interagências na Universidade Nacional de Defesa, nos Estados Unidos.

Já como oficial general, foi comandante da Academia Militar das Agulhas Negras em Resende (RJ), comandante de Operações Especiais em Goiânia, diretor de Educação Superior Militar no Rio de Janeiro, subcomandante de Operações Terrestres em Brasília, vice-chefe do departamento de Engenharia e Construção, também em Brasília, e comandante militar do Leste no Rio de Janeiro.

Dentre as condecorações com que foi agraciado destacam-se a Medalha Militar de Ouro com Passador de Platina, a Ordem do Mérito Militar – Grã-Cruz, a Ordem do Mérito Aeronáutico – Grande Oficial, a Ordem do Mérito Naval – Grande Oficial, e a Ordem do Mérito da Defesa – Grande Oficial.

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