Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a crescer no fim de abril, entre adultos. A tendência foi observada em vários estados, o que afetou também a média nacional.
Segundo o boletim Infogripe, divulgado hoje (5), no Rio de Janeiro, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 14 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a semana epidemiológica 17 (última semana de abril): Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.
Pacientes adultos
O boletim Infogripe estima uma média de 4,7 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave na última semana de abril, acima dos 3,5 mil casos da semana anterior. Diferentemente das semanas anteriores, quando se verificou um crescimento restrito à população infantil, desta vez a alta aconteceu entre adultos.
Para o coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, essa alta pode estar associada aos aumentos de casos de covid-19, mas também ao retorno do vírus Influenza-A (gripe).
VOCÊ SABE O QUE É SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE?
De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais, a SRAG pode ser definida, na prática, como:
Indivíduo com pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre de início súbito (termometrada ou não) OU calafrios OU dor de cabeça OU tosse OU nariz escorrendo (coriza) OU dor de garganta OU problemas no olfato ou no paladar, e que passe a apresentar:
- dificuldade ou desconforto para respirar; ou
- sensação de peso ou pressão no peito; ou
- menor oxigenação no sangue (saturação de oxigênio < 95%); ou
- rosto ou lábios azuis ou arroxeados.
Em crianças, também podem ocorrer sinais como:
- falta de ar;
- desidratação;
- menor apetite.
Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC Saúde