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Policia Civil não vê elementos para indiciar Cattani por homofobia

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Polícia Civil de Mato Grosso emitiu parecer em relação ao inquérito aberto pelo Ministério Público do Estado (MPE) contra o deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) em investigação que apura crime de homofobia. Em maio do ano passado, justamente na Semana do Combate à Homofobia, o deputado bolsonarista teria feito um post com cunho homofóbico. Na publicação, o parlamentar escreveu a frase “Ser homofóbico é uma escolha. Ser gay, também”.

A ação foi representada pelo promotor de Justiça Henrique Scheneider, a pedido do Grupo Livremente, que atua na defesa dos direitos da população LGBTQIA+. Porém, o caso foi encaminhado para a Polícia Civil.

O documento, assinado pelo delegado Celso Ronda Gomes, no dia 14 de dezembro de 2021, diz que não vê elementos para indiciar o deputado por homofobia.

“Inequivocamente, a manifestação de Gilberto Moacir Cattani ocorreu na condição de Deputado. De qualquer forma, não temos convicção de que tenha cometido o ‘crime’ que lhe fora imputado, razão pela qual deixamos de indiciá-lo”, aponta o documento.

Ainda conforme o parecer, o deputado foi chamado para prestar depoimento sobre o caso e forneceu mídia com seu pronunciamento em tribuna na Casa de Leis, onde esclareceu o que supostamente quis dizer com a publicação no Instagram. Na tribuna, o deputado bolsonarista argumentou que, cientificamente, ‘não é possível escolher o sexo’. “Reforçou que retirou a frase ‘ser homofôbico é uma escolha’ do próprio movimento e apenas acrescentou ‘ser gay também”.

“Para que não pairasse dúvidas sobre eventual edição ou cortes que pudessem retirar as declarações do seu contexto original, remetermos à Politec para que verificasse a ausência de máculas nas imagens de vídeo”, narra outro trecho do documento.

A declaração de Cattani ocorreu dias após a celebração da semana de Combate à Homofobia. No dia do episódio, pelo menos 16 entidades ligadas à pautas de diversidade e juventude assinaram uma nota de repúdio à publicação do deputado bolsonarista, afirmando que a postagem serve de alimento para ampliar a violência contra pessoas LGBTQI+, somente por conta da orientação sexual e ou identidade de gênero.

Até mesmo a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) se manifestou por meio de nota e pediu que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) investigasse o deputado por quebra de decoro parlamentar.

CONFIRA O RELATÓRIO DA POLÍCIA CIVIL AQUI.