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Servidores públicos estão chorando lágrimas de sangue, diz Oscarlino Alves

O sindicalista ainda afirmou que uma greve geral não está descartada e teceu duras críticas ao governador Mauro Mendes.

em 11/01/2019

Servidores nascidos em novembro e dezembro estão sem receber o 13º salário deles desde o fim do ano passado. Em entrevista à Radio Capital, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma MT), Oscarlino Alves, disse que a categoria está chorando 'lágrimas de sangue'.

"Janeiro é lágrima de sangue. Nós estamos chorando lágrimas de sangue mesmo. Os trabalhadores aniversariantes de novembro e dezembro ainda não receberam seu 13º. Os salários entraram 100% para os aposentados ontem (10). Entrou (sic) os salários de quem recebe até R$ 4 mil", disse.

 Além disso, o sindicalista ainda afirmou que uma greve geral não está descartada e teceu duras críticas ao governador eleito, Mauro Mendes (DEM). O governador respondeu às ameaças de greve dos servidores e disse na tarde de ontem (10), após protocolar o conjunto de medidas visando a contenção da crise financeira de Mato Grosso na Assembleia Legislativa (ALMT), que 'se greve resolvesse o problema do Estado, ele seria o primeiro a entrar'.  

O sindicalista rebateu a fala de Mendes e afirmou que o governador está 'apagando fogo com gasolina'. "Este tipo de comentário é um tipo de comentário que acaba provocando e colocando mais fogo na gasolina na fogueira. O certo a fazer é tentar apaziguar, tem que tentar utilizar da sua capacidade de articulação e colocar o servidor público embaixo dos braços dele e a gente tocar nessa dificuldade. Se falta de pagamento de salário não é justificativa para se parar, como é que o cara tem uma verba alimentícia, o governador anunciou que não vai pagar, e não vai pagar não é porque não tem dinheiro, é porque ele não está priorizando a folha de pagamento. Dinheiro entra todos os dias nos cofres do Estado. Eu gostaria que o governador fizesse este tipo de comentário para quando ele estiver enfrentando os chefes de poderes, porque é isso que ele garantiu para nós", encerrou.

Ouça o áudio da entrevista abaixo:

 

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