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Congresso começa a votar Previdência no 1º semestre, garante Bolsonaro

Ele repetiu que antes de encaminhar o texto ao Legislativo, vai convidar os líderes partidários para começar a discutir a proposta.

em 06/12/2018

Um dia depois de admitir que poderá apresentar uma proposta fatiada de reforma da Previdência, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que as mudanças nas regras de aposentadoria devem ser votadas no primeiro semestre de 2019. 
"No primeiro mês é impossível, nos primeiros seis meses com toda a certeza, o Congresso começará a votar essas propostas", disse ao deixar o QG do Exército na tarde desta quarta-feira (5). 
Ele repetiu que antes de encaminhar o texto ao Legislativo, vai convidar os líderes partidários para começar a discutir a proposta. "Não adianta apresentarmos uma boa proposta, um bom projeto, que acaba ficando na Câmara ou no Senado. Será o pior dos quadros possíveis", afirmou. 

Bolsonaro repetiu que seu objetivo é iniciar as mudanças nas regras de aposentadoria pela idade mínima. "O que mais interessa, num primeiro momento, é a idade mínima. Então vamos começar com essa, é a ideia, mas pode mudar e isso não quer dizer que houve recuo, é sinal que houve mais negociação", disse. 


Questionado sobre se pretende aproveitar o alto índice de aprovação que normalmente um presidente tem em seu primeiro ano de governo para votar a reforma no Congresso, ele afirmou não ter ascendência sobre os parlamentares. 
"Você está me vendo como presidente já? Eu não sou presidente. Eu não tenho a ascendência sobre o parlamento. Nós sabemos que tem parlamentar que gostaria que, não são todos, que a forma de fazer política fosse a anterior. Nós respeitamos o parlamento, mas não pretendemos avançar nessas direções", respondeu. 


Em seguida, disse que pretende aprovar o projeto ainda em seu primeiro ano de governo. 
"Eu pretendo, se fosse possível votaria logo no dia primeiro de fevereiro, nos temos que respeitar logicamente o calendário, a tramitação de proposições, e gostaríamos e pretendemos aprovar porque não é uma proposta minha, é do Brasil. 

Se continuarmos sem fazermos reformas, daqui a pouco estaremos na mesma situação que a Grécia esteve há pouco tempo. E seria um dos piores quadros no meu entender", afirmou. 

LEVANTAMENTO 
Estudo divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Fazenda mostra que apenas 3% dos benefícios pagos pela Previdência Social no Brasil vão para os mais pobres da população. 
Ainda de acordo com o levantamento, realizado para fazer um balanço das ações do governo nos últimos anos e para elencar os desafios da próxima equipe econômica, 41% dos benefícios previdenciários vão para atender os 20% mais ricos. 
"Por isso, reformar a previdência, com foco na redução de privilégios, é uma medida de redução da desigualdade", conclui o documento. 
Essa desigualdade aparece também nos gastos do governo com pessoal: 79% das despesas com folha de pagamento são destinadas para os 20% mais ricos. 
O documento ainda defende a reforma da Previdência como idealizada pelo atual governo. 
"A reforma que está pronta para votação na Câmara dos Deputados é um ponto de partida importante. Além de ter impacto fiscal significativo, é socialmente justa e contribui para a igualdade de oportunidade e redução da pobreza, uma vez que reduz privilégios na aposentadoria de algumas categorias e preserva a aposentadoria dos mais pobres", afirma trecho do texto.

Por: Folha de Londrina



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